Resumen
En este artículo presento una reflexión crítica sobre la obra testimonial “El día que conocí a Brilhante Ustra” (2024). El marco teórico incluye a autores como Theodor Adorno, Beatriz Sarlo, György Lukács y Wilhelm Dilthey, retomando las discusiones sobre historia y literatura, testimonio y la escritura literaria como medio de análisis —en este caso, la experiencia del narrador de su secuestro y encarcelamiento en las instalaciones del DOI-CODI en São Paulo en 1973. A través de una lectura inmanente de los principales nexos constitutivos del libro, se busca comprender el testimonio más allá de los elementos de subjetividad del narrador, reconociendo sus recursos históricamente elaborados, sus estrategias de lectura y su alcance en el público. Considerando el testimonio como un instrumento importante de documentación y verificación de la realidad histórica, surge una problematización: ¿la subjetividad inherente a la representación literaria disminuye o restringe el valor de los testimonios sobre experiencias históricas? ¿Qué problemas y vacíos podría provocar el testimonio de este trauma, escrito en un período de extrema guerra ideológica y tomado como documento empírico?
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